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A esfera dos Betz

 

a esfera dos Betz







Existem mistérios ainda sem explicação, especialmente no que toca ao tema OVNI.

Um caso famoso ficou conhecido como "A esfera dos Betz", foi em 1974 quando a família dos Betz encontrou uma estranha esfera perto da sua propriedade. A esfera também foi apelidada “Odd ball” (bola estranha).

Poderíamos pensar, à partida, que seria algum pedaço de lixo espacial, uma parte de um satélite, algo assim. Porém, esta esfera tinha comportamentos estranhos.

Emitia uma vibração interna e por vezes movia-se de forma autónoma.

A família era composta pelo Sr. Antoine Betz (engenheiro naval), a esposa Gerri Betz, o filho de 12 anos Wayne Betz, e o filho Terry Mathew Betz, de 21 anos (estudante de medicina).

Numa tarde a 6 de abril de 1974 foram investigar os danos causados por um incêndio que se alastrou por uma faixa de 88 hectares de floresta pantanosa Fort George Island (a leste de Jacksonville, Florida). 

No meio das andanças em busca da causa do incêndio encontraram uma esfera metálica de aproximadamente 20 cm de diâmetro e, achando o objeto curioso, levaram-no para casa. O metal dessa esfera parecia bastante reluzente, nem aparentava estar danificado pelo fogo.

O jovem Terry Betz guardou a esfera no quarto, ficou lá por duas semanas. Um dia a sua amiga Theresa Fraser foi visitá-lo, ambos estavam no quarto, quando Terry começou a tocar guitarra a esfera reagiu e começou a vibrar.

A esfera também emitia um zumbido, parecia reagir ao som da guitarra.

Dias depois, a família Betz experimentou rolar a esfera no chão, ela rolava, mas parecia mudar de direção quando queria, ou retornar ao ponto de origem.

Os Betz continuaram a tentar descortinar o que mais a esfera fazia, e entre as descobertas estão: 

Quando a esfera misteriosa era tocada por outro objeto metálico, um martelo, por exemplo, o globo parecia vibrar como um sino.                                                                             

Era mais ativa em dias ensolarados. Em dias nublados ficava quieta.                                     

Uma das manobras da esfera incluía subir no sentido oposto ao que deveria, quando estava numa mesa plana que era inclinada. Era como se a bola estivesse a “evitar” da queda.

Emitia uma vibração de baixa frequência nalguns momentos. Parecia que um mini-motor funcionava no seu interior.

Mas logo eles começaram a ficar com receio, pois a esfera começou a pular e a andar sozinha, além de fazer as portas da casa fecharem do nada e um som parecido com o de órgão ser ouvido em toda a casa. Resolveram então ir à imprensa a ver se obtinham algum feedback...

Nenhum tipo de lixo espacial, faria aquilo.


O primeiro jornal a publicar um artigo foi o St. Petesburg Times, a 12 de abril de 1974. Uma semana depois da descoberta da esfera. Na matéria, o fotografo do Jacksonville Journal, o Sr. Lou Egner, diz que estava cético, mas quando os Betz mostraram a bola a andar sozinha, mudou de opinião.

Na notícia também era possível ler sobre os "fenómenos paranormais" que começaram a ocorrer e que a família pediu ajuda à Marinha Americana, que respondeu dizendo que “a bola não era de propriedade do governo dos Estados Unidos”.

Depois dessa reportagem, vários jornais foram até à casa dos Betz em Fort George Island para ver a esfera. Todos presenciaram fenómenos estranhos produzidos pela esfera.

Todos começaram a incomodar a família Betz.


A reportagem original do St. Petersburg Times, publicada no dia 12/04/1974 











Primeira investigação: Estação Aérea Naval de Jacksonville

Além dos jornais, a comunidade científica e também os militares queriam dar uma boa vista na esfera. Mas eles sabiamente não enviavam para ninguém a esfera, por temer que ela se perdesse no caminho.

Depois que os fenómenos se intensificarem na casa, eles e a Marinha Americana finalmente cederam e a esfera foi deixada pelos Betz com os cientistas da Estação Aérea Naval de Jacksonville, perto da sua casa.

Durante um bom tempo os mais avançados especialistas em metalurgia da Marinha debruçaram-se sobre o fenómeno. Mas não foram felizes, uma vez que nem os mais avançados equipamentos de raios-X não eram fortes o suficiente para penetrar a esfera de metal.

Chris Berninger o porta-voz da Marinha, relatou o seguinte:

“As nossas primeiras tentativas de raios-X não levaram a conclusão nenhuma.                       

Nós vamos usar uma máquina mais poderosa sobre ela e também executaremos testes espectrográficos para determinar de que metal é feito isso.”

Eles não conseguiam observar dentro da esfera, mas pelo menos dimensionalmente os estudos prosseguiam. Os cientistas foram capazes de determinar que:

Cobertura metálica feita com uma liga ASTM magnética, denominada aço inoxidável 431 martensílico. Esta cobertura tem uma espessura de 12,7 mm (cerca de 1/2 de polegada)

Diâmetro: 202,2 milímetros = aproximadamente 20 centímetros (7,96 polegadas).                

Peso de 9,68 kg (£ 21,34). Tinha uma marca triangular de 3 mm.

Um poderoso aparelho de raios-X da Marinha foi usado, e finalmente penetrou no interior daquela esfera, mostrando que:

Havia ali dois objetos redondos, cercados por uma “auréola”, feita de um material com uma densidade incomum.

A esfera possuía quatro polos magnéticos diferentes, dois positivos e dois negativos, que não eram concêntricos. Não mostrava sinais de radioatividade. 

Não havia nada que indicasse qualquer perigo explosivo. Não havia detonadores, soldas e nem marcas aparentes.

Mas eles queriam saber como ela teria sido construída, e para isso era necessário serrá-la, algo não permitido pelos Betz, que pegaram a esfera de volta e a levaram para a casa novamente.


2ª Investigação: "Omega Minus One Institute"

A 13 de abril de 1974, um homem chamado Dr. Carl Willson – representando uma empresa de pesquisa da Louisiana conhecida como “Omega Minus One Institute”, com sede em Baton Rouge, examinou a esfera por mais de 6 horas e fez novas descobertas:

O campo magnético ao redor desta, emitia ondas de rádio. O metal de revestimento da esfera, quando comparado ao aço inoxidável, continha um elemento desconhecido que o tornava um pouco diferente do aço.

No final, os resultados do "Omega Minus One Institute" sobre a identidade da esfera misteriosa não avançaram muito no mistério, tal e qual os exames da Marinha.


3ª Investigação: Encontro da National Enquirer's UFO Blue Ribbon Painel, em Nova Orleans.

Entre os dias 20 e 21 de abril de 1974 ocorreu o encontro da National Enquirer's UFO Blue Ribbon Painel, que contou com a presença de cientistas conceituados, e Terry Betz levou a esfera para lá na esperança de que os cientistas fizessem novas descobertas (e também de ganhar um grande prémio)

Evidentemente a esfera se tornou o centro das atenções e, o objeto foi submetido a mais uma série de testes. Todos os testes confirmaram o que já haviam revelado, incluindo o fato que o objeto parecia mesmo agir como um transponder de áudio. Mas apesar de não ser possível descobrir a origem daquele objeto e nem para que ele deveria servir, nem quem o fez ou como, não era possível afirmar de forma empírica, que era de origem extraterrestre.


4ª Investigação: Dr. James Albert Harder

Os Betz permitiram que o Dr. James Albert Harder, professor emérito de engenharia civil e hidráulica na Universidade da Califórnia em Berkeley, analisasse a esfera. Os resultados da sua pesquisa foram apresentados no dia 24 de junho de 1974, durante o Congresso Internacional de Ufologia, em Chicago e foram muito preocupantes para a família:

As duas esferas internas seriam feitas de um elemento muito mais pesado do que qualquer coisa conhecida para a ciência humana até então. E isso incluía o elemento mais pesado produzido em qualquer reator atómico aqui na Terra, que era urânio 238. "Se alguém tentar furar a esfera, ela poderá explodir como uma bomba atómica!”, disse Dr. Harder para a plateia.


Os Betz e a esfera desaparecem.

A partir da revelação feita pelo Dr. Harder, os Betz com receio, sumiram, e tão misteriosamente quanto surgiu, a história em torno da esfera desapareceu sem deixar rastos.

Ninguém nunca descobriu o que era a esfera, quem a havia feito e nem como, muito menos para que ela servia e nem como operava. Centenas de pessoas já haviam visto, segurado, fotografado, sacudido, balançado, batido, pesado, medido, analisado a superfície com microscópios, com raios-x, com sondagens de ultrassom… Mas não houve nenhum cientista capaz de esclarecer aquele mistério.


Começou a campanha de desinformação.

Dois sujeitos apareceram dizendo ser os donos da esfera (duas histórias independentes, os sujeitos não se conheciam). Um artista plástico, James Durling Jones, alegou que a esfera era dele, e servia como "pêndulo" com outras esferas de aço, numa escultura dele.

Durante o transporte, uma das esferas caiu do teto do seu carro, um velhoVolkswagen. Seria esta esfera que a família Betz achou no meio da floresta queimada.

As propriedades misteriosas da esfera seriam um conjunto curioso de coincidências e mal-entendidos. A esfera teria vibrado por ressonância. A rolagem misteriosamente no solo, foi atribuída ao piso irregular da casa da família Betz e os sons da esfera seriam provenientes de pequenas limalhas preso no interior da mesma, que ficaram presas durante o processo de fabricação.

Mas há coisas que não batem certo nessa história de desinformação. James disse que todas as suas esferas tinham sido perfuradas e depois soldadas, mas os exames na esfera Betz não indicou qualquer solda ou perfuração superficial. Recusou-se a nomear a empresa que fabricou as esferas, o que poderia ter resolvido a coisa toda de uma só vez, pois dizia que conseguiram com “atividades ilegais”.

Se a esfera tinha "limalhas" no interior, seria pouco provável elas vibrarem com o som da guitarra à distância. E como as portas na casa dos Betz fecharam sozinhas? Como o raio-x da Marinha não conseguiu no primeiro exame ver o interior da esfera?

A 18 de abril de 1974, um segundo indivíduo, Lottie Robinson, reconheceu a bola a partir das imagens dos jornais. Ele disse que aquela bola estava na sua garagem por 15 anos. Técnicos da fábrica de papel St. Regis identificaram-na como uma válvula de esfera de alguns tubos de grandes dimensões utilizados na sua fábrica, e que tinha sido desmantelada 15 anos antes. De alguma forma, a bola tinha ido parar nas mãos de um negociante de sucata de quem o filho dele comprou e largou na sua garagem. De fato, investigações mostraram que a fábrica de papel usava esferas de metal parecidas, mas as dimensões, apesar de serem parecidas, não eram nem idênticas, nem em peso à esfera Betz.

Na imprensa surgiam notícias mal-intencionadas, dizendo que os Betz queriam era concorrer a um prémio e ganhar dinheiro com a esfera.

Porém, um investidor quis oferecer-lhes 75 mil dólares por ela, mas eles recusaram vender.

O que aconteceu aos Betz?

Sumiram repentinamente. Fizeram maior sucesso e de repente desapareceram! Sabe-se que Antoine Betz morreu em dezembro de 1987 com 67 anos. Terry Betz parece que casou novamente e agora se chama Gerri Betz-Jackson. A última notícia dela é de 1999.

Da esfera, não se sabe mais nada.

Na verdade, já têm caído esferas do céu, são partes de satélites.

Porém, essas esferas têm amolgadelas, ou oxidam com o tempo. A esfera dos Betz não apresentava desgaste.

As esferas espaciais (lixo espacial) são esferas de metal que não se movem sozinhas, nem emitem radiofrequências, nem fazem nada do que a esfera dos Betz fez.


Sílvio Guerrinha

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Filme Hypnotic (muito bom, estilo Inception)

hypnotic

 

 

 

 

 

 

 

Recomendo assistirem ao filme “Hypnotic” (2023) com Ben Aflleck, é fenomenal. É daqueles thrillers de ficção que mexem com a nossa mente, fazem-nos usar o cérebro e surpreendem-nos do primeiro ao último minuto.


No filme Ben Affleck faz o papel de um detetive Danny Rourke, que faz sessões de hipnoterapia para conseguir aguentar o trauma de ter perdido a filha (foi sequestrada), porém no desenvolver da trama do filme descobrimos que há uma conspiração por trás disso. Há um vilão Lev Dellrayne, que é um hipnótico (consegue influenciar a mente das pessoas à distância, mas não é hipnótico no sentido comum, parece mais um psíquico) e ele fazia parte de um projeto secreto do governo (provavelmente da CIA) com psíquicos que controlam a mente das pessoas. 

Depois ele rebelou-se e assumiu o controlo desse programa. A atriz brasileira Alice Braga faz de “Diana” uma psíquica também, que o ajuda a escapar do vilão (não vou revelar detalhes do final). Nalguns aspetos o filme faz lembrar o “Inception” com Leonardo DiCaprio, pois há cenas em que eles vêm edifícios a curvar-se no céu, uma ilusão, “Diana” diz a Rourke “Nada disto é real”, pois ele estava a ver constructs hipnóticos. 

 


 

 

 

 

 

 

 

Noutra cena faz-me lembrar o filme Matrix 1, pois Rourke descobre que também tem poderes psíquicos e consegue controlar a mente dos agentes, que apontam a arma ao vilão. Nesse momento Rourke percebe que tem poderes psíquicos superiores aos de Lev Dellrayne.


 

 

 

 

 

 

 

O filme, obviamente é de ficção científica e tem exageros e entretenimento, mas tem alguns pequenos pontos de verdade: A CIA teve vários projetos de controlo mental e de psíquicos (Visão Remota, ScanGate, MK Ultra, e outros).

Todas as cenas em que Rourke (Ben Affleck) estada dentro de um construct (simulação) a simulação era dentro da mente dele (pois ele estava em modo subconsciente, hipnotizado dentro das instalações da Divisão), mas ele percorria em modo sonambúlico aquelas instalações…Tais instalações tinham que ter alguns cenários físicos, pra servir de base à restante simulação. Pois a nossa mente para acreditar na simulação que vê, tem que se “agarrar” a algo palpável, que seja real (neste caso é o cenário, o construct). E todos os agentes repetiam “palavras-chave” (triggers, gatilhos) para ele durante esses exercícios. O filme tem elementos reais das técnicas de hipnotismo.

Outro pormenor curioso, é, que em todos os filmes que vejo onde há controlo mental, ou simulações, existem agentes vestidos de vermelho, ou uma mulher de vermelho.

No “Inception” a jovem Ariadne (Ellen Page) na maioria das cenas de fuga tinha um casaco vermelho.


 

 

 

 

Em “Matrix” há uma mulher de vermelho, na multidão, que é uma simulação.


 

 

 

 

 

 

No filme “Don’t Worry Darling” os agentes que tentam impedir a atriz Florence Pugh (Alice) de sair daquela vila-prisão “Victory”, estão de vermelho.


 

 

 

 

 

No filme “Hypnotic” os agentes da Divisão secreta, usam casaco vermelho.


 

 

 

 

 

Há um padrão assim, em vários filmes, pleno de simbolismo.

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